Luz de LED pode ser útil em tratamento contra o mal de Alzheimer

Placas amiloides (vermelho) no cérebro de roedor com Alzheimer: formação prejudica o trabalho dos neurônios

Placas amiloides (vermelho) no cérebro de roedor com Alzheimer: formação prejudica o trabalho dos neurônios

As luzes de LED podem ajudar no tratamento do mal de Alzheimer, de acordo com cientistas. A novidade foi publicada na versão online da revista Nature.

Matéria do Correio Braziliense

Em ratos, o uso de LED piscante reduz pela metade o acúmulo da proteína que desencadeia a doença neurodegenerativa

Produzida pelo cérebro em pequena quantidade, a proteína amiloide ajuda no funcionamento dos neurônios. Se a geração desregula, essa substância em excesso pode se agrupar dentro do cérebro, passando a comprometer as sinapses, a transmissão de impulsos de uma célula nervosa para a outra. Dá-se aí um dos primeiros passos para o Alzheimer, doença neurodegenerativa sem cura e mais incidente na terceira idade. Cientistas dos Estados Unidos acreditam ser possível usar estimulação visual, por meio de luzes LED piscantes, para induzir as ondas cerebrais elétricas que se tornaram disfuncionais com a enfermidade. Detalhada na versão on-line da revista Nature, a técnica funcionou em ratos e abre a possibilidade de desenvolvimento de uma nova intervenção para humanos.

“É um grande se”, ponderou a coautora do estudo Li-Huei Tsai, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Mas se os seres humanos se comportarem de forma semelhante aos ratos em resposta a esse tratamento, eu diria que o potencial é enorme porque é um tratamento não invasivo e acessível”, complementou. O experimento consistiu na exposição de camundongos à luz estroboscópica para tentar influenciar a atividade elétrica do cérebro deles. Após uma hora de estimulação, constatou-se a redução de 40% a 50% dos níveis de beta-amiloide no hipocampo, a parte do cérebro essencial para a formação e a recuperação da memória.

Especialistas acreditam que as ondas cerebrais variam de 25 a 80 hertz, faixa que contribui para funções cerebrais como atenção, percepção e memória. Em pessoas com Alzheimer, porém, essa oscilação é prejudicada. Na primeira fase do experimento, os investigadores estimularam as oscilações a 40 hertz no hipocampo dos roedores e chegaram aos resultados promissores. As cobaias que receberam outras frequências, variando de 20 a 80 hertz, não tiveram os mesmos benefícios.

A.G

Fiocruz: epidemias de zika e chikungunya serão mais fortes em 2017

Transmissor da dengue, Aedes aegypti transmite também as febres chikungunya e zika. Arquivo Agência Brasil

Transmissor da dengue, Aedes aegypti transmite também as febres chikungunya e zika. Arquivo Agência Brasil

A previsão para o ano que vem é que as epidemias das doenças zika e chikungunya sejam piores, de acordo com a Fiocruz.

Matéria da Agência Brasil

Ao participar nesta quinta (1º) do 2 º Seminário Dengue, Chikungunya e Zika: Desafios na Atenção à Saúde na Chikungunya, no auditório da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio, o diretor regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, disse que epidemias das doenças zika e chikungunya, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, serão ainda maiores no verão de 2016/2017 do que foram na última temporada.

Segundo o pesquisador, que é especialista em medicina tropical, o número de casos este ano já subiu significativamente em relação ao ano passado.

“Em 2015, foram identificados 38 mil casos de zika e de chikunguya. Neste ano, o número subiu impressionantemente para 255 mil. Só o estado do Rio já teve mais de 15 mil casos da doença até o mês de outubro. Claro que durante os meses em que o calor foi menor e com menos chuvas, a velocidade da transmissão diminuiu, mas agora estamos prestes a entrar no verão. E com ele, voltam as altas temperaturas e as chuvas intensas, que são condições mais do que ideais para a proliferação da doença. Como ainda não combatemos esses vírus da maneira adequada, uma epidemia ainda maior se anuncia para os próximos meses”, disse. Continue lendo…

A.G

Ministério da Educação quer lançar consulta pública sobre mudanças no Enem

Segundo ministro Mendonça Filho, governo pode discutir mudanças como aplicação da prova em um único diaMarcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo ministro Mendonça Filho, governo pode discutir mudanças como aplicação da prova em um único diaMarcello Casal Jr/Agência Brasil

O Enem poderá passar por mudanças e uma consulta pública deverá ser aberta para que receber sugestões das melhorias a serem feitas no Exame.

Matéria da Agência Brasil

O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que estuda lançar uma consulta pública sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo ele, o objetivo é receber sugestões para melhorar a aplicação do exame, cuja segunda aplicação ocorreu neste fim de semana. O governo pretende elaborar as questões ainda este mês e publicar as linhas gerais do debate em janeiro de 2017.

De acordo com o ministro, ainda não é possível prever que mudanças serão efetivamente discutidas. Ele, no entanto, não descartou que a sociedade seja consultada sobre, por exemplo, a possibilidade de o Enem ocorrer apenas em um dia.

“Não temos ainda quadro de perguntas que podem ser feitas, que podem nortear o caminho a ser discutido.A temática não pode ser tão abrangente que termine virando algo difícil de coletar por aqueles que participam do Enem”, ponderou.

Mendonça Filho explicou que a intenção é promover um debate de forma democrática para que futuras decisões não sejam criticadas como tomadas “entre quatro paredes”. “A Base Nacional Comum Curricular será algo levado em conta não em 2017 porque ela não estará pronta, mas desejamos que o Enem de 2018 possa ter conteúdo conectado inteiramente com a base que, espero, será homologada no próximo ano”, disse o ministro. Continue lendo…

A.G